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Entrevista com Gustavo Heilberg, sócio fundador da HIX Capital

Em uma entrevista concedida à Insper Jr Consulting o sócio-fundador da HIX Capital, Gustavo Heilberg, fala sobre carreira e empreendedorismo no mercado financeiro e as perspectivas do cenário econômico atual. Confira abaixo:

Entrevista com Gustavo Heilberg, sócio fundador da HIX Capital
  • 17/04/2018 /
  • Blog Econômico

Insper JR: Você iniciou sua trajetória no setor de confecções e é formado em engenharia. Como foi sua trajetória e como você chegou no mercado financeiro?

Gustavo Heilberg: Meu primeiro contato com o mercado financeiro foi próximo aos meus 13 anos quando eu ganhei um dinheiro de presente de Bar Mitzva (cerimônia que celebra a maioridade do homem, segundo o judaísmo) e por incentivo do meu pai, investi no Fundo Verde do Stuhlberger. Depois, meu pai sempre me trouxe para perto acompanhar os investimentos da família porque ele nunca teve muito prazer de se envolver com isso. Então eu e meu irmão, Rodrigo, começamos a nos envolver com os investimentos da família. Quando eu tinha uns 17 e o Rodrigo 19, resolvemos abrir um clube de investimentos, não sei se vocês estão familiarizados com isso, mas é um fundo com um número limitado de cotistas. É basicamente um instrumento para investir dinheiro de algumas pessoas próximas e não “marketear” e vender.

            Comecei a faculdade com 18 anos e fui trabalhar na Scalina, empresa do meu pai e do meu tio, e fiz minha carreira lá. Enquanto isso, mantive o clube de investimentos como um hobby assim como os investimentos financeiros da família. Então, em 2011, passei por um processo de profissionalização da empresa que resultou na venda do controle da companhia para um fundo de Private Equity, o Carlyle. Nesse momento o fundo quis que todos os membros da família se afastassem do dia-a-dia e que contratássemos profissionais de mercado e nós ficássemos apenas no conselho. Então, o Rodrigo e eu decidimos transformar aquele clube de investimentos que a gente tinha mantido de 2005 a 2011 em um fundo e montar uma empresa em torno disso. A HIX nasceu, portanto, da conversão do clube neste fundo. A partir daí, convidamos um terceiro sócio e vêm toda história depois.

 

 IJR: A ideia de como surgiu a HIX Capital você já colocou, mas quando exatamente você se sentiu preparado para tomar essa decisão?

 

G.H.: Eu sempre convivi com empreendedor em casa então parecia ser um negócio natural, meu pai sempre transmitia uma certa tranquilidade em tentar fazer e errar. E quando a gente decidiu montar a HIX, a gente já tinha o clube há sete anos e o retorno era muito bom, de 23,5% ao ano. Então os resultados eram encorajadores, muita gente perguntava se podia colocar dinheiro no clube e dizíamos não porque gerir dinheiro dos outros é muito mais difícil do que o próprio, quando você perde não dorme a noite.

Já tínhamos estímulos e resultados, foi natural. Quando saímos do dia-a-dia da companhia começamos a pensar em várias coisas, e a HIX para a gente uma forma de combinar investimentos, que era algo que a gente gostava, com negócios e o mundo empresarial.

Convidamos o Caio, que é o terceiro sócio fundador da HIX, que nesse momento estava na Tarpon. Ele tinha uma experiência complementar a nossa, trabalhou no Pátria Investimentos e na Bio Ritmo, que foi uma das investidas do Pátria, então tínhamos perfis e experiências complementares.

Naquele momento tínhamos R$12 milhões no fundo que havia começado lá em 2005 com R$20 mil, conseguimos ir crescendo de pouquinho em pouquinho, e, então, convencemos a família a injetar dinheiro. Portanto, na época ficamos com R$20 milhões, eu achei que seria mais fácil, demorou para o negócio engrenar, pegamos um momento de Brasil e investimentos em ações de 2013 a final de 2015 que foi horroroso. Mesmo assim conseguimos nos destacar e crescer dentro da indústria, mas foi um momento difícil.

 

IJR: Seguindo nessa mesma linha, quais foram as principais dificuldades do início do projeto? E agora, olhando para trás, quais foram as maiores conquistas?

 

G.H.: Eu poderia dizer que foi o cenário brasileiro, mas ao mesmo tempo se o cenário tivesse sido mais fácil poderíamos ter crescido mais rápido, mas talvez não teríamos nos preparado da maneira que nos preparamos. O fato do mercado estar difícil nos deu tempo de amadurecer como empresa, de estruturar os processos e também nos fez brigar mais para fazer as coisas do jeito certo. Às vezes a dificuldade têm um lado positivo. E no final não demorou tanto assim para engrenar, se olharmos nossa trajetória praticamente dobramos todo ano, começamos com R$20 milhões em 2012, terminamos o ano com R$40 milhões, depois R$80 milhões, R$160 milhões, R$290 milhões e terminamos o ano passado com R$630 milhões de reais sob gestão, e hoje estamos com R$670 milhões. Então, não foi tão rápido quanto queríamos, mas foi rápido.

Sobre a maior conquista, eu acredito que foi uma série de pequenas conquistas. Já comemoramos aqui quando alguém aplicou R$10 mil que no começo era muito importante, e depois a primeira vez que aplicaram R$1 milhão, em seguida R$10 milhões. Então o grande mérito foi ter conseguido ter uma performance consistente, formar uma boa base de clientes com baixa rotatividade, montar um time legal que é sólido e inclusive já temos algumas pessoas do time que viraram sócios. Na realidade, não teve um momento eureca, ou que tivemos uma sacada genial.

 

IJR: Aproveitando que você mencionou estar conseguindo montar uma boa equipe, percebemos que a HIX Capital possui uma equipe relativamente pequena e com bons resultados, como você seleciona os colaboradores da HIX? O que você busca neles? Quais são os principais diferenciais que um jovem deve possuir para entrar nesse mercado?

 

G.H.: Bom, pequena era quando tinha eu, o Rodrigo e o Caio, agora já somos em 12. Para esse tipo de negócio esse time tem um tamanho razoável, não precisa de muita gente. Precisamos de pouca gente muito boa, uma pessoa ruim ou não tão boa atrapalha muito mais do que ajuda, porque da maneira que trabalhamos damos muita autonomia para as pessoas. E, quando não há um alinhamento vêm ideias não boas, logo você perde muito tempo tentando moldar e corrigir o caminho. Somos muito mais focados em ter as pessoas certas do que ter muita gente.

Sobre o que procuramos, em primeiro lugar acreditamos em diversidade, então não queremos procurar pessoas exatamente iguais a gente. Em uma mesa a discussão é muito mais rica quando tem gente que vê as coisas sobre óticas diferentes. Mas o que sempre procuramos são pessoas muito esforçadas, por exemplo: temos três estagiários dos quais dois já são sócios que vieram do ITA, dois vieram do Ceará e um de Pernambuco. Uma das coisas que gostávamos quando víamos a turma de lá é que para pessoa largar a casa dos pais aos 18 anos para ir morar em São José e cursar engenharia em uma das melhores faculdades do país, não basta ser apenas inteligente. É preciso estar a fim de “ralar” e precisa ter coragem, então acabamos encontrando este lado em comum: gente inteligente, esforçada e a fim de aprender.

Sendo assim, falamos aonde queremos chegar, estamos prontos para guiar e treinar, mas queremos gente que construa o caminho sozinho, gente curiosa. Então se há três engenheiros que estão no mercado financeiro, eles precisaram aprender sobre contabilidade, modelagem, marketing e outras ferramentas para avaliar uma companhia. Esse tipo de coisa não adianta esperar que alguém vai te ensinar, precisa ser curioso, ler livro, jornal e correr atrás para entender como as coisas funcionam.

 

IJR: Uma das coisas que você colocou no início foi aquele seu receio de perder o dinheiro dos outros quando vocês tinham o clube. Investir em fundos de investimento pode ser muito arriscado e requer grande responsabilidade. O que a HIX capital faz para atrair novos clientes e quais suas estratégias para se diferenciar perante outros fundos?

 

G.H.: Para atrair as pessoas é uma combinação de fatores, o primeiro é que os principais investidores são sócios e, portanto, há um alinhamento de interesses enorme e não fazemos para ninguém nada diferente do que fazemos para nós mesmos. Dado que o capital investido é muito relevante para nós, tratamos isso com muita responsabilidade.

Nossa estratégia de investimento é baseada em procurar valor, não há alavancagem e usamos derivativos como forma de proteção e não de investimento, então não existe o risco de perda permanente de capital. Quando procuramos as empresas que investimos buscamos uma margem de segurança e uma compreensão do modelo de negócios, da capacidade de gestão e honestidade dos sócios que nos deem uma tranquilidade grande contra um risco de perda permanente.

Não nos preocupamos muito com a volatilidade porque isso que nos dá oportunidade de comprar ações no preço certo, além de que no curto prazo não necessariamente tem relação com os fundamentos.  Já no longo prazo, se você compra a empresa certa, que os lucros crescem e etc. isso vai bem. Perdemos dinheiro quando tem um sócio desonesto que gera prejuízos para empresa ou quando há um problema de gestão. Um fator que nos preocupa bastante é a liquidez pois se algo mudar temos a possibilidade de vender o ativo.

Então a estratégia parece arriscada em função da volatilidade, mas eu não conheço ninguém que ganhou dinheiro com qualquer coisa diferente do que investir em empresa, e é isso que fazemos aqui. Investimos em empresas já listadas, muito maior e com grau de mortalidade muito pequeno. Talvez para alguém que invista em renda fixa pareça arriscado, mas para nós que viemos de empresa e para qualquer empresário que construiu seu patrimônio baseado em uma empresa ou para alguém que pensa em empreender com uma startup isso é pouco arriscado.

Em relação a nossos clientes, comunicamos de maneira muito clara o que fazemos, explicamos, há uma transparência enorme sobre onde investimos, o porquê e qual a nossa tese, garantimos um grupo de investidores sólido para reduzir o risco de muita gente sacar dinheiro ao mesmo tempo e gerar algum tipo de estresse para o fundo. E tem naturalmente uma confiança pessoal nas pessoas que estão por trás daqui, tem muito de construir relacionamento com investidores e mostrar através de atitudes e comportamento, que vamos sempre optar pelo caminho certo do ponto de vista ético.

 

IJR: Você acha que sua experiência no mundo empresarial antes de passar pelo mercado financeiro agregou para seu dia-a-dia? Você recomendaria essa experiência para o jovem que tem interesse no mercado financeiro?

 

G.H.:  Eu acredito que sim. Vocês acabaram de perguntar sobre os principais diferenciais da HIX e esse é um deles, o que chamamos de DNA de economia real. Nós aprendemos a investir olhando para o resultado de longo prazo e empresas, ao contrário de alguém que nasceu no mercado financeiro que às vezes está acostumado a comprar algo que nunca viu, só olhando para planilha ou para Bloomberg. Outra coisa é que no mercado financeiro você mede resultado diariamente, que pode ser visto como algo bom, mas também como algo ruim, porque com a volatilidade você pode achar que fez algo errado, mas não fez, é só uma questão de tempo. Na economia real a dinâmica é muito diferente, se faz um investimento agora para colher lá na frente, pode ser que os resultados vão vir em dois, cinco ou até dez anos. Então estamos acostumados a lidar com esse horizonte.

Além disso, há coisas que você aprende em uma empresa e são muito importantes, como: lidar com pessoas, liderar, a importância de metas e processo de gestão. Várias dessas coisas para o nosso negócio nos ajudou muito. Mas se você me perguntar se para qualquer carreira no mercado financeiro isso é importante, eu acho que não. Se você quiser ser trader, trabalhar num fundo multimercado, arbitragem de juros ou moeda talvez seja melhor você seguir uma carreira direta. Agora se você quer ir para o lado do mercado financeiro de Private Equity ou fundo de ações que são mais ligados a empresa, acho que pode sim ser rica essa experiência, é algo que vale a pena considerar.

 

IJR: Tendo em vista que os alunos universitários pretendem entrar no mercado financeiro e não conhecem tão bem o cotidiano do mercado, você poderia contar um pouco sobre seu dia a dia aqui na HIX Capital?

G.H.:  Eu sinto que muitas vezes as pessoas querem trabalhar no mercado financeiro porque querem ganhar muito dinheiro muito rápido e elas veem que esse é um lugar que isso é possível de acontecer. Na minha opinião, é um mal motivo para escolher trabalhar no mercado financeiro. As pessoas que estão começando agora e estão no processo de decidir o que vão fazer deveriam pesquisar bastante sobre o que é cada coisa dentro do mercado financeiro e saber se elas realmente querem aquilo, não só pelo dinheiro. A vida é muito chata se você for fazer tudo só pelo dinheiro, e alguma hora não vai aguentar. Eu recomendo que as pessoas entendam exatamente o que é cada empresa e cada função e não tomem uma decisão só por esse lado financeiro, até porque hoje em dia tem muita empresa que também têm capacidade de pagar muito bem.

Outro lado, uma coisa boa do mercado financeiro é que você mede os resultados de forma muito objetiva e há uma filosofia de meritocracia muito maior do que nas empresas. As pessoas crescem mais rápido, são reconhecidas para o bem ou para o mal mais rápido e os jovens são valorizados, o que é um lado muito bacana. E isso está cada vez mais sendo incorporado nas empresas, especialmente em startups e empresas mais modernas.

Em questão do dia-a-dia, eu posso falar do meu aqui, mas é muito diferente dependendo da carreira que você faz. No meu caso, está muito ligado a convencer investidores a aplicarem com a gente e discutir ideias de investimento, então, estamos o tempo todo destrinchando dados financeiros das empresas e entendendo o que está acontecendo. Depois, tentamos fazer conexão com a vida real, o porque a receita cresceu, porque o lucro caiu, quais foram os motivos que geraram isso, a empresa é bem gerida ou não é, como isso impacta os números e jogar tudo isso num liquidificador e tomar a decisão se isso é ou não um bom investimento. Em seguida acompanhar o desempenho de cada empresa no nosso portfólio, como nossa carteira está montada, se as empresas estão expostas a riscos parecidos ou não.

E há uma última etapa que está presente em todo o nosso processo que é garantir que os processos estão sendo muito bem executados, desde a originação da ideia, da compra do ativo, o registro do ativo no fundo, a contabilização do ativo no fundo, o relatório que chega para o investidor... É claro que há um time trabalhando em cada etapa, mas eu como sócio me envolvo em quase todas e tenho que garantir que estão sempre rodando bem e melhorando, se estamos usando o que há de mais moderno no mundo, seja em sistemas ou em processos, e também procurando gente boa para continuar expandindo nosso time e fazer as coisas cada vez melhor.

 

IJR: Anteriormente você citou que é muito importante as pessoas serem curiosas e ler muitos livros, gostaríamos de saber se há algum livro que você recomenda para os jovens que estão entrando no mercado agora.

 

G.H.: Por coincidência eu li recentemente o livro do fundador da Nike que em inglês se chama “Shoe Dog” e em português “A Marca da Vitória”. Ele é muito legal porque a geração atual é muito apressada, então as pessoas tendem a achar que tudo acontece rápido, e o livro mostra todo o passo a passo, como foi duro durante 70% do tempo. Mas era com prazer, ele estava lá trabalhando porque tinha um propósito, um objetivo, mas não era fácil. Acho que isso vale para qualquer mercado, para a pessoa que quer empreender, que quer ir para o mercado financeiro, tem que ter um objetivo e tem que perseguir ele, não olhando apenas para o dinheiro. Tem que saber que as coisas dão errado, que é difícil.

 

IJR: Nós gostaríamos de saber um pouco da visão da empresa a respeito do momento em que o Brasil está passando, de turbulência no cenário político e a retomada da economia brasileira.

 

G.H.:  Estamos otimistas, o Brasil está se recuperando da maior recessão dos últimos cem anos, literalmente, o PIB caiu quase 10%, então existe um potencial de recuperação relevante. Estamos vivendo a menor inflação dos últimos quinze anos, com a menor taxa de juros dos últimos quinze anos e com nível de desemprego ainda alto. O que significa que ainda podemos crescer com inflação e juro baixos, que é um negócio que se você conversar com a geração anterior, ninguém nunca viu o Brasil com esse nível de juros. Portanto, é algo que deveria estimular muito o investimento, tanto das empresas quanto dos indivíduos a tomarem mais risco e de fato fazerem alguma coisa. Com juros de 14% ao ano não tinha muita razão para ninguém sair da cama ou sair do CDI.

Então por esse aspecto, estamos otimistas. O Brasil, nos últimos anos, provou com a Lava Jato, impeachment da Dilma uma maturidade do ponto de vista de sistema e democracia, o que nos diferencia entre os países emergentes, comparando com Turquia, Índia, Rússia... Temos nossos problemas graves no sistema político, mas de alguma forma mostrou que o risco de nos tornarmos uma Argentina ou Venezuela é muito pequeno. Acredito que o risco que temos hoje é que nosso sistema político está meio podre, um problema fiscal que precisa ser resolvido e a sociedade em geral ainda não entendeu que vai precisar pagar essa conta de alguma maneira.

Então o principal risco é a gente ter um presidente que não dê continuidade nessa agenda dos últimos dois anos de reformar, de vender ativos, privatizar, cortar gastos, melhorar a eficiência dos sistemas tributário, previdenciário entre outros. Se não tivermos um presidente que tem essa cabeça, poderíamos crescer menos do que o potencial ou até não crescer. E se for alguém com a cabeça de tentar fazer milagre com o Brasil, tentando resolver os problemas distribuindo dinheiro de helicóptero ao invés de criar oportunidade para o empresário investir e criar emprego, então existe a possibilidade de voltar para um cenário de recessão. Mas a nossa opinião é que é pouco provável que iremos por este caminho, mas é o que aqui ficamos monitorando constantemente, colocando tudo na balança. Estamos otimistas e provavelmente teremos um presidente com uma cabeça mais prol continuidade do status quo do que o contrário, e se isso acontecer teremos alguns bons anos de crescimento no Brasil e isso deve, também, beneficiar os mercados.

 

IJR: Você citou que estamos num momento de juros baixos, o país vinha de um cenário de juros de 14% ao ano e agora estamos com 6,75%. Então o que você recomendaria para os jovens que têm pouco dinheiro para começar a investir e estavam em uma renda fixa?

 

G.H.: Primeira coisa importante é o investidor se conhecer, o quanto ele tolera volatilidade, qual o objetivo daquele dinheiro, qual o horizonte de tempo. Tudo isso afeta a resposta e quanto você vai colocar em cada “potinho”. Eu tendo a achar que o jovem que está investindo, está investindo para o longo prazo e os ganhos dele (salário) tendem a ser crescentes, então o que ele tem hoje pode ser irrelevante perto do que ele vai construir ao longo do tempo. Então, eu acredito que poderia tomar mais risco que uma pessoa mais velha, tomar mais risco não, fazer investimentos de mais longo prazo e se importar menos com volatilidade. Os jovens deveriam ter, proporcionalmente, mais investimentos em ações do que o normal. Além de que em termos de mercado, estamos animados com investimentos em ações, especialmente para quem pode pensar 10, 20 anos para frente.

Agora o quanto depende do perfil, mas eu acredito que qualquer coisa entre 20% e 50% em ação é um bom número. Eu tenho mais porque eu conheço o que eu faço e sei exatamente o risco que estou correndo.

 

 Por Ariel Waiswol, consultor da 34ª gestão.