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Bitcoin, a moeda do futuro

Bitcoin, a moeda do futuro

Bitcoin, a moeda do futuro
  • 04/01/2018 /
  • Geral

Ultimamente, uma das maiores tendências é operar com criptomoedas, principalmente, o Bitcoin. Entretanto, o conhecimento sobre elas ainda é restrito aos poucos que as usam. A fim de sanar as principais dúvidas quanto as moedas digitais, especificamente, o Bitcoin, o consultor João Bentivoglio redigiu esse texto explicando como funciona o Bitcoin.

O que é?

Bitcoin é uma moeda assim como o euro, o dólar e o real, entretanto, ela é totalmente digital além de não ser emitida por nenhum governo.

Como funciona?

Atualmente, o Bitcoin é comprado e vendido em sites como o Foxbit. Depois de comprado, o vai para uma carteira, algo análogo a uma conta corrente. Então, o usuário pode utilizá-la como bem desejar.

Como eu compro itens com o Bitcoin?

Em primeiro lugar, é necessário baixar um software ou aplicativo específico em seu computador pessoal, smartphone ou tablet chamado de carteira Bitcoin – entre as opções disponíveis no mercado estão o Bitcoin Core e o Bitcoin Wallet. A carteira funciona como uma conta corrente, pois é identificada por um endereço e a partir dela, pode-se mandar dinheiro e receber dinheiro. Carteiras de Bitcoin mantêm uma informação secreta chamada chave privada ou semente, que é usada para assinar transações, fornecendo uma prova matemática que elas vieram do dono da carteira. A partir do aplicativo/site da sua carteira transfere-se o dinheiro para o endereço do seu destinatário.

Como eu compro Bitcoins?

Como antes dito, o Bitcoin é uma moeda como o euro ou o real. Quando se quer comprar uma moeda estrangeira recorre-se às casas de câmbio, e o mesmo vale para as criptomoedas. A diferença é que as casas de câmbio são digitais, onde você troca reais por Bitcoin. No dia 21 de agosto de 2017, um Bitcoin valia     R$ 13.816,60

O Bitcoin é seguro?

O Bitcoin garante segurança por meio de instrumentos Block Chain e criptografia assimétrica. O primeiro conceito parte da premissa de que se todas as partes têm a informação, não há como alterá-la. Já o segundo garante o anonimato das transações e das partes envolvidas.

Block Chain

Em prática, o Block Chain é uma lista gigante. No Bitcoin, especificamente, essa lista funciona como um registro contábil. Nela estão armazenados dados sobre as transações realizadas com a moeda. A essência do Block Chain é: o registro contábil está disponível a todos, impedindo, assim, fraudes. A essência é se todos os participantes conhecem os valores e quem estava na transação, não há como uma das partes tentar alterá-la. Por exemplo, não há como uma pessoa dizer que pagou 10 bitcoin, quando na verdade o valor foi de 20, pois todos sabem que ela enviou 20 bitcoins.

Quando se realiza uma transação ela vai para a “lista” como dito acima. Entretanto, junto ao valor da transação tem-se o emissor e o destinatário. Atualmente, o anonimato é de extrema importância não sendo seguro expor as informações (destinatário e emissor) a todos. Pensando nisso, as informações são encriptadas por meio do sistema de duas chaves ou criptografia assimétrica.

Criptografia Assimétrica

O sistema consiste em um par de chaves – uma privada e outra pública – em que a encriptação e a decriptação não usam a mesma chave. Em suma, o emissor usa a chave privada para codificar o endereço e disponibiliza a chave pública para o destinatário que decodifica o endereço usando a chave pública. Desta forma, garante-se que o emissor, realmente, enviou o dinheiro e de que o destinatário recebeu.

O que é a Mineração?

Mineradores são como os garimpeiros, enquanto os segundos extraíam manualmente o ouro, os primeiros usam seus computadores para criar Bitcoins. Além disso, os mineradores que garantem a validade das transações, pois são responsáveis por checarem os dados e as incluírem ao Block Chain.

O processo de mineração consiste em quatro etapas. Na primeira é checar se as transações são válidas. Em seguida, as agrupam em blocos que serão incluídos ao Block Chain. Depois disto, é necessário resolver um problema matemático complicado. O motivo dessa etapa é dificultar a criação de Bitcoins já que existe um limite máximo estabelecido de 21 milhões de Bitcoin em circulação. Atualmente, tem-se mais de 16,5 milhões de Bitcoins em circulação e a previsão é de que o limite seja atingido em 2040. Por fim, inclui-se o bloco ao registro contábil.

 

Quais são os pontos positivos e negativos?

Bitcoin é uma forma revolucionária de viabilizar trocas de forma anônima, segura e independente. Entretanto, as criptomoedas têm seus pontos negativos, o que gera discussão quanto o seu impacto na sociedade. A garantia do anonimato tem a vantagem de permitir que entidades como o WikiLeaks, bloqueadas pelo sistema financeiro, recebam doações. Todavia, abre margem para que sites como Silk Road, uma espécie de site de compra e vendas de drogas, que foi desativado pelo FBI em 2013, existam e operem, pois não há como descobrir quem comprou ou vendeu drogas.

A segurança do Bitcoin garante que o dinheiro depositado na sua carteira digital vai estar lá no final do dia, sem o risco de ser assaltado como na vida real. Entretanto, isso não te protege de todos os riscos. Por exemplo, em 2014, a MtGox, maior casa de câmbio de Bitcoin do mundo, saiu do ar levando consigo cerca de 473 milhões de dólares (em valores não atualizados).


Considerações finais:

A moeda já assumiu diversas formas ao longo dos séculos, por exemplo: tabaco na Virginia colonial, dentes de baleia nas ilhas Fiji ou até cigarros na Segunda-Guerra Mundial. Atualmente, o Bitcoin é uma nova forma de moeda, criada em 2009, como resposta à necessidade de uma moeda que fosse independente, permitisse anonimato e oferecesse facilidade. Cada vez mais pessoas vem aderindo a essa nova tecnologia, segundo estimativa do diretor-executivo da FlowBTC, uma plataforma de negociação de moedas digitais, o número de brasileiros que usam moedas virtuais pode chegar a um milhão até o fim do ano. Entretanto, ressalvas são feitas quanto ao uso da moeda e da sua segurança. Recentemente, o Goldman Sachs enviou aos seus clientes um relatório explicando como funciona o Bitcoin, portanto, até os gigantes do mercado estão observando bem de perto o futuro da moeda.

Por: João Bentivoglio, trainee da 33ª gestão da Insper Jr Consulting